CONTROLE DA DOR
Alguns pacientes sofrem com dores abdominais crônicas. Essas dores podem ser de forte intensidade e podem comprometer de forma importante a qualidade de vida dessas pessoas.
Algumas vezes, essa dor é refratária a maior parte dos medicamentos analgésicos (para dor), só podendo ser controlada com o uso de opióides (como a morfina), o que pode acarretar em consequências do uso dessa droga em altas doses por muito tempo (efeitos colaterais). Em alguns casos, essa dor não pode ser controlada, mesmo com o uso de opióides em altas doses.
Existem diversas causas para essa dor, a qual normalmente é multifatorial. Inicialmente deve-se avaliar se a dor apresenta um componente visceral importante. Isso é mais comum principalmente em dores oriundas de
câncer de pâncreas, estomago, esôfago ou de vias biliares, além de doença metastática ara o fígado ou de linfonodos retroperitoneais acometidos por algum tumor. Além dessas causas malignas, outras etiologias, como a pancreatite crônica também podem levar a quadros de dor crônica refratária.
Nesse contexto, o plexo celíaco representa o principal ponto de transmissão da dor dos órgãos da parte superior do abdome. Ele consiste em uma rede de fibras nervosas interconectadas que permitem que "nosso cérebro tenha o conhecimento dessa dor".
Assim, a destruição desse plexo, também conhecida como neurólise, pode permitir um controle dessa dor "intratável". Ele é feito pela administração de álcool absoluto, contraste iodado e um analgésico local por finas agulhas posicionadas em cima do plexo celíaco, guiada por tomografia computadorizada.